PALESTRA - A PRESENÇA DO CONSCIENTE E DO INCONSCIENTE NA PRODUÇÃO DO DISCURSO
ALUNOS DE RELAÇÕES PÚBLICAS
BOM DIA!!!
Hoje, teremos a palestra A presença do consciente e do inconsciente na produção do discurso, com o psicólogo e professor da USC Luiz Carlos de Oliveira.
Luiz Carlos de Oliveira é professor nesta universidade há 23 anos, ministra as disciplinas de Psicologia Geral, Psicologia Experimental. É especialista e mestre em Psicologia Clínica pela PUC de Campinas,SP, doutorando em Educação Escolar na Unesp de Araraquara,SP, pesquisa no momento sobre a prevenção de drogas na universidade. Tem vários artigos publicados e o livro, fruto de sua dissertação, de mestrado, sob o título Por que voltei às Drogas? editado pela Edusc. Além das atividades acadêmicas desenvolve trabalho clínico junto a Fundação Veritas, atendendo a dependentes químicos e familiares há dez anos.
O tema da palestra é interessante, uma vez que estamos conhecendo a teoria da Análise de Discurso de linha Francesa. Vimos nas últimas aulas que o "sujeito" se constitui na e pela linguagem, logo esse processo não se forma em um discurso homogêneo, mas sim na heterogeneidade, no desvio, no confronto, na diversidade.
Diante disso Pêcheux(1975), fundador da AD, busca na teoria da subjetividade - de natureza psicanalítica, a episteme para compreender e analisar o discurso heterogêneo do sujeito que é conseqüência deste sujeito estar cindido entre o consciente e inconsciente. E o inconsciente é a parte censurada da história do sujeito, que segundo Lacan pode ser recuperado a partir dos traços deixados pela linguagem do inconsciente, presentes no passado e na palavra, chamado por Lacan de "regeneração do significante".
O professor Luiz Carlos pode contribuir muito conosco, pois para nos tornarmos analistas de discurso precisamos entender o que é o inconsciente, a pré-consciência e o consciente.
Para ocasião selecionei um link de um artigo científico sobre o assunto, intitulado "A Análise de Discurso e a contribuição da Psicanálise", clique abaixo para conferir:
A peça O Guarani circulou por toda a europa, mostrando lá fora a nossa identidade, romanceada é claro. Peri o índio maravilhoso, formoso, forte, bravo, corajoso... entre tantas imagens que foram idealizadas para o nosso representante: o índio. Observem a gravura, este índio tem um quê de deus grego.
Passam se os anos e como passa o que sentimos, o que vivemos e o que fazemos...
HOJE,
o nosso índio se mostra bonito, mas visivelmente cansado e decepcionado. Como podemos comemorar o dia do Índio, daquele que nos deu um dia nossa identidade, se o tratamos tão mal. Onde está nosso Peri?? Em Dourados, MT desnutrido, sem comida, sem coragem, sem bravura, sem terra, sem cultura, sem dignidade, sem nada, pois tudo o que tinha não foi preservado. Não por ele não querer preservá-lo, mas por lhe ser roubado o direito de simplesmente SER e TER o que lhe de direito.
Ao sentar em frente ao computador para escrever este texto, minha idéia inicial era a de tecer uma reflexão acerca do passado e presente dos povos indígenas que estão espalhados por todo o território nacional. Seria bem possível a citação de algum poeta ou romancista do passado e toda a romantização em torno de uma figura mítica e bela que passava a idéia de encarnar o próprio Brasil em sua simbologia. Talvez até seguisse a linha crítica ao girar em torno da política e história brasileira que massacrou, perseguiu, dividiu e, praticamente, erradicou toda uma cultura até chegarmos aos números atuais de cerca de 550 mil índios, sendo que perto de 200 mil vivem nos grandes centros urbanos e 900 pertencem a povos não classificados. Se pararmos para pensar que esses 550 mil representam 225 povos e 180 línguas diferentes talvez possamos perceber quão extenso era o domínio deles até a chegada do "homem branco".
Mas, enfim, tudo saiu completamente fora dos planos quando abri a agenda escolar do meu filho de cinco anos e descobri que o dia de hoje lhe reservava uma visita à última reserva indígena de nossa região, a Aldeia Araribá, na cidade de Avaí, com índios Terena e Guarani. Achei muito legal. O pedido para incluir na mochila balas, gomas e outras guloseimas até me causou uma sensação de escambo. Por um momento imaginei meu pequeno trocando chicletes por um cocar ou coisa parecida. Soou meio ingênua até a idéia de uma total exclusão do capitalismo mesmo que por um segundo. Todo um quadro bonito de integração cultural flutuou pelo meu cérebro quando não consegui me lembrar de ter tido oportunidade semelhante de ter contato com um povo que desperta tanta curiosidade. Saber que a comunidade procura preservar suas tradições e, ainda, viver de artesanato chegou a gerar inspiração para escrever mais sobre o passado romanceado dos reais "donos" do nosso País. Até o momento em que minha mãe chegou em casa...
Do alto de sua intelectualidade e sapiência seu melhor comentário sobre a viagem do neto foi que eu não deveria permitir tal coisa: "Imagine se os "nativos" se rebelam e seqüestram o ônibus de estudantes!". Fiquei pasmada por um longo momento.
Porém, daí, acordei para a realidade de que o homem teme aquilo que não conhece e, infelizmente, de heróis dos livros do passado os nossos índios passaram a "rebeldes sem causa que querem terras que não são deles". Impressionante o poder de transformação da palavra ao longo dos anos, tornando o que deveria ser motivo de orgulho nacional em apenas um fragmento perdido num oceano de história ao invés de esclarecer e preservar a tradição, aprender e cultivar o respeito à cultura. Banalizados, vandalizados, desconhecidos, desrespeitados num mundo que clama a globalização e traz para as cidades seus adereços como moda moderna em mais uma muda forma de exploração...
Índio, o que realmente se comemora hoje para você?
Paula Jabur (Aluna da disciplina de L P R Expressão Oral 1)
P.S.: Meu filho voltou inteiro da viagem à aldeia. Se divertiu muito com as crianças de lá e aprendeu muito. Meus planos são de que seu prazer em descobrir e admirar as diferenças entre os povos continue vivo enquanto ele cresce. Talvez essa seja uma semente. Talvez ela se espalhe. Talvez você devesse visitar Araribá também. :)
Estamos estudando sobre intertextualidade, termo cunhado por Júlia Kristeva, para designar o fenômeno da relação dialógica entre texto. Um dos tipos de intertextualidade é a paródia (para-odesignifica um canto paralelo, um contracanto, que se opõe ao canto original, parodiado) muito explorada pela publicidade.
Para que vocês possam ter mais conteúdo e refletir sobre o que está sendo trabalhado em sala de aula, abaixo link de um artigo apresentado na INTERCOM de 2003 em Belo Horizonte, por Vanessa Cardozo Brandão, da PUC de BH, intitulado A paródia como estratégia de criação publicitária. Vale a pena conferir: